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REVERB com o TikTok: por que não é rede social (e como marcas vendem nela)

REVERB com o TikTok: por que não é rede social (e como marcas vendem nela)

Na segunda edição do REVERB, recebemos Paula, gerente de parcerias com agências no TikTok e parceira da Arpejo há quase dois anos. O papo foi direto ao ponto que confunde tanta marca: o TikTok não funciona como as outras plataformas — e entender isso muda tudo.

TikTok não é rede social — é entretenimento

A comparação certa não é com o Instagram, e sim com o YouTube: o TikTok é uma plataforma de entretenimento. Seu conteúdo não fica limitado ao seu círculo social. O que chega até você não são as páginas que você segue, mas aquilo que interessa a você — por isso a timeline se chama "For You". Quem orquestra isso é a inteligência artificial, lendo sinais como curtidas, comentários, salvamentos e, principalmente, tempo de retenção.

Independente de quem você segue, o que importa é o que você gosta. É isso que fura a bolha.
Paula apresentando no REVERB da Arpejo
Paula, do TikTok, no REVERB da Arpejo.

Por que o TikTok captura tanta atenção?

São 125 milhões de usuários ativos no Brasil, cerca de 70 minutos por dia — e, ao contrário do mito, não é só a geração Z (o público 55+ vem crescendo forte). A retenção se apoia em três pilares: tela vertical cheia (imersão total), som ligado e conteúdo customizado. Não à toa, o TikTok é apontado como nº 1 em captura de atenção e em inovação.

Sim, o TikTok vende — mas pelo avesso

A venda no TikTok acontece pelo entretenimento: primeiro você entretém, a compra vem como consequência. Anúncios menos intrusivos, na linguagem nativa da plataforma. Os números que Paula trouxe: 3 em cada 4 usuários sentem que os anúncios se misturam ao conteúdo; 23% já descobriram algo e compraram na hora.

E a jornada não é o funil linear de sempre — é um loop infinito: alguém compra, faz um review, outra pessoa descobre por esse review e compra, e assim por diante. A compra pode acontecer a qualquer momento — até em um único vídeo.

Paula lembrou um caso emblemático: o "rei da Chopp", dono de uma loja no Bom Retiro que, sem gastar um real em mídia, virou o próprio garoto-propaganda — mostrava os produtos, comparava preços e formava fila na porta. E citou a hashtag "o TikTok me fez comprar", um dos maiores fenômenos da plataforma: gente postando o que comprou porque descobriu por lá. A dica prática para o cliente que duvida: pesquise a hashtag e veja se o seu produto (ou o do concorrente) já está sendo desejado ali.

Fale a língua nativa (e mergulhe na plataforma)

A dica mais importante: você não cria para uma plataforma que não usa. É preciso mergulhar no TikTok, estar presente e entender as comunidades (BookTok, FoodTok, CarTok...). Paula contou o caso da Bienal do Livro: o conteúdo de humor "flopava" porque era print de tuíte virado vídeo — nada a ver com a estética e a linguagem do BookTok. Conteúdo nativo e real vence o institucional: 73% dos usuários querem que os vídeos das marcas pareçam reais, e 79% preferem marcas que dominam a linguagem do TikTok a marcas que só fazem anúncio. Peças TikTok-First chegam a ser 58% mais eficientes que a média das mídias digitais.

preferem marcas que dominam a linguagem do TikTok79%
sentem que os anúncios se misturam ao conteúdo75%
querem que os vídeos das marcas pareçam reais73%
já descobriram um produto e compraram na hora23%
O comportamento do usuário brasileiro no TikTok. Fonte: TikTok.
Paula, do TikTok, no REVERB da Arpejo
Paula, do TikTok, no encerramento do REVERB.

Trends: inspire, não imite

Participar de trend é sobre se inspirar, não copiar por pressa. As marcas que se saem melhor adaptam a trend com uma sacada própria — sem sequestrar a brincadeira para si. Bons exemplos de personalidade de marca no Brasil vão do Duolingo à Magalu, passando pelo Boticário (que adaptou uma trend de abertura de vídeos à sua mascote, o Bote).

Entretenimento é a moeda social do TikTok. É o que você dá em troca do tempo da pessoa.

Entender a plataforma a esse nível é o que separa uma marca presente de uma marca relevante — e é o tipo de leitura que aplicamos no nosso método Skinbo. Quer levar sua marca para o TikTok do jeito certo? Fale com a gente.

Perguntas frequentes

Por que o TikTok não é uma rede social?

Porque o conteúdo não fica limitado ao seu círculo social: o que chega até você é o que interessa a você, não as páginas que você segue. A comparação certa é com o YouTube — é uma plataforma de entretenimento, orquestrada por IA a partir de sinais como o tempo de retenção.

Como as marcas vendem no TikTok?

Pelo entretenimento: primeiro você entretém, a compra vem como consequência, com anúncios na linguagem nativa da plataforma. A jornada não é um funil linear, e sim um loop — alguém compra, faz um review e outra pessoa descobre por ali.

O que é conteúdo nativo no TikTok?

É conteúdo real, feito na estética e na linguagem da plataforma, em vez de anúncio institucional ou peça "recortada" de outra mídia. Segundo o TikTok, 73% dos usuários querem que os vídeos das marcas pareçam reais.

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