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REVERB com Wally Oliveira: do interior ao Leão de Cannes

REVERB com Wally Oliveira: do interior ao Leão de Cannes

Este REVERB falou menos de método ou mídia e mais de gente. Recebemos o diretor de arte Wally Oliveira, que passou pela Arpejo e hoje está na GUT, uma das agências mais premiadas do Brasil, para contar uma trajetória que começa no interior e chega ao Leão de Cannes.

Do óleo de cozinha ao Photoshop

A história começa cedo: memória visual aguçada, um pai que incentivava, e um computador que abriu a porta do design. Não havia tutorial nem internet fácil, então tudo foi aprendido "na unha". Do primeiro estágio numa gráfica (e o primeiro erro que custou caro) aos slides que o destacavam na escola, Wally aprendeu tanto com as vitórias quanto com as frustrações.

O medo é o nosso pior inimigo. Uma vez deixei de inscrever um trabalho com medo de não ser bom o suficiente — e o que ganhou era pior que o meu.
Plateia no REVERB da Arpejo
Casa cheia no REVERB da Arpejo.

A Arpejo, onde a carreira ganhou forma

Foi na faculdade que ele conheceu Fábio Ramos e entrou na Arpejo, onde passou cerca de quatro anos decisivos na sua formação. Ali conquistou seus primeiros prêmios como profissional (dezenas deles, entre MediaFestival, APP, Fest Digital e Fest Vídeo) e viveu uma fase em que, como ele lembra, "a gente estava no topo das agências de Campinas". Foi na Arpejo que ele amadureceu como diretor de arte. De lá levou amizades, repertório e uma forma de pensar criação que usa até hoje e que reconhece como base de tudo que veio depois.

Ser do interior é limite ou diferencial?

Depois vieram Triunfo, Reds (São Paulo, com o Young Lions Brasil de design e uma prata internacional para a Fundação Dorina Nowill), a agência África e, enfim, a GUT. Um detalhe marcou uma das contratações: o recrutador valorizou justamente o fato de ele vir do interior, porque sabia que tudo no portfólio tinha sido feito à mão, sem a estrutura gigante das grandes agências.

Às vezes parece que estar no interior é algo ruim. Mas, na hora de ser contratado, é um diferencial: dá pra ver a sua digital em cada trabalho.

Ele também foi honesto sobre a barreira: a mudança para São Paulo só ficou viável com o home office da pandemia. Antes, o salário oferecido não cobria o custo de viver na capital. Quem já mora lá costuma ter a família bancando o começo; quem vem do interior, em geral, não tem.

Bastidores do REVERB da Arpejo
Bastidores do REVERB, na sede da Arpejo.

Poste o seu trabalho

Outra lição prática: foi um projeto publicado que levou o convite da GUT. "Posta e mostra seu trabalho pro mundo", diz ele. Na GUT, Wally trabalha em contas como Skoll e ganhou um Leão de Cannes com a campanha de 60 anos da marca.

A gente defende que o talento do interior paulista compete de igual para igual, e vence. O Wally saiu de uma gráfica no interior e chegou ao palco de Cannes. Conheça o nosso método Skinbo e venha construir a próxima história com a gente.

Perguntas frequentes

Ser do interior atrapalha a carreira em publicidade?

Não. Na história de Wally Oliveira, vir do interior foi um diferencial na hora da contratação: o recrutador valorizou saber que tudo no portfólio tinha sido feito à mão, sem a estrutura gigante das grandes agências. Dá para ver a digital de quem faz em cada trabalho.

Qual foi o papel da Arpejo na carreira de Wally Oliveira?

Wally passou cerca de quatro anos decisivos na Arpejo, onde conquistou seus primeiros prêmios como profissional e amadureceu como diretor de arte. Do período, carrega até hoje repertório e uma forma de pensar criação.

O que ajudou Wally a chegar à GUT e a um Leão de Cannes?

Postar e mostrar o trabalho. Foi um projeto publicado que levou o convite da GUT, onde ele ganhou um Leão de Cannes com a campanha de 60 anos de Skoll.

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